quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mergulhando num turbilhão de bolinhas


É sábado e está calor.
Apetece nadar no mar, mas não é para a praia que vamos.
Hoje espera-nos uma experiência diferente, num centro de talossoterapia.
Começamos por entrar numa banheira de hidromassagem, cheia de água salgada e de algas que vieram especialmente da Bretanha para o nosso prazer. É estimulante! Os 180 jactos que percorrem todo o nosso corpo têm um efeito tonificante e o poder de desfazer as preocupações a cada passagem. Quando me levanto para sair, tenho a sensação de que os tons tisnados da água e as manchas que deixamos na toalha, não são fruto das algas, mas o reflexo dos nossos problemas, desde o colega cretino à prestação da casa, que ficam para trás.
Vestimos o roupão e vamos até à sauna. A cabine de madeira é apertada e o ambiente é quente e muito seco. Sentimos a falta do baldinho da água para regar o carvão incandescente e criar humidade. Duas das minhas companheiras não se demoram muito, mas há quem fique, estoicamente, até a ampulheta marcar os 15 minutos regulamentares.
Duche frio e seguimos para o Banho Turco. Ao abrir a porta, sentimos um vapor denso e perfumado de alfazema, que dificulta a visão, mas desobstrui o nariz. Ao contrário da sauna, o ambiente aqui é abafado e húmido.
Sentamo-nos no compartimento forrado a azulejos brancos, e desfrutamos. Parece que estou em Londres, com todo este nevoeiro. De repente a porta abre-se.... Jack, o Estripador?!... Não. Apenas uma senhora, que teve a precaução de usar uma toca cor-de-rosa fluorescente. Nunca se sabe quando nos vamos perder nesta obscuridade branca.
Está na hora do circuito na piscina. Mergulhamos na água salgada, aquecida até aos 35º e vamos percorrendo os vários pontos de jactos, que actuam sobre partes diferentes do corpo. O meu preferido é o banho borbulhante. Sentamo-nos nos bancos submersos, com água até aos ombros e deixamos o borbulhar da água fazer o seu trabalho.
Adoro água e a tentação de mergulhar naquele turbilhão invade-me. Lembro-me do filme que vi ontem à noite, em que o protagonista iludia o calor, submergindo-se totalmente na banheira de sua casa, respirando apenas pelo tubo de uma máscara de snorkeling. Á falta de tal equipamento, tapo o nariz com os dedos, mergulho e deixo-me ficar a ouvir o borbulhar da água...... com a convicção de que os peixes são as criaturas mais felizes do mundo!

Texto: Rutix

Foto: WorldWideWeb

Sem comentários:

Enviar um comentário